Empresas brasileiras reforçam a segurança digital com Web3 e modelos de nuvem privada e híbrida

42% das organizações planejam adotar soluções Web3 e o mesmo percentual pretende migrar cargas críticas para nuvens privadas até 2026, aponta relatório do Indra Group
O ambiente corporativo brasileiro passa por uma reconfiguração profunda de suas estratégias de segurança e governança digital. Segundo o estudo Innovation Telescope – Zoom Brasil 2025, 57% das empresas sofreram algum tipo de violação de dados nos últimos três anos, o que tem acelerado iniciativas de proteção, transparência e descentralização.
A percepção dos consumidores reforça essa tendência: 70% dos brasileiros declaram só comprar de organizações que demonstram compromisso ativo com a gestão de dados. Nesse cenário, arquiteturas Web3 têm ganhado força como alternativa para a criação de ambientes digitais mais seguros e verificáveis, o relatório indica que 42% das empresas no país devem adotar soluções Web3 até 2026, incluindo identidade digital descentralizada, rastreabilidade de dados, smart contracts e autenticação sem senha.
Paralelamente, cresce o movimento rumo a infraestruturas de nuvem privada e híbrida, motivado pelo aumento de custos da nuvem pública e pela necessidade de maior autonomia tecnológica. O estudo revela ainda que 65% das organizações registraram elevação de custos de nuvem pública no último ano, e que 42% planejam migrar cargas críticas para nuvens privadas ou híbridas até 2026, a tendência se destaca em setores como indústria, finanças, energia, telecomunicações e saúde, que utilizam modelos híbridos para equilibrar desempenho, confidencialidade e governança.
“O Brasil vive uma transição decisiva para modelos digitais mais seguros e transparentes, Web3 e nuvem privada não são apenas tendências tecnológicas, mas pilares estratégicos de confiança, soberania digital e eficiência operacional”, explica Guilherme Solleiro, country manager do Indra Group no Brasil.
O relatório reforça ainda que a construção de um ecossistema digital resiliente depende da combinação entre educação, políticas de segurança robustas, inovação contínua e colaboração entre empresas e governo. Com o avanço da descentralização e da adoção de arquiteturas de nuvem inteligentes, o país consolida-se como polo regional na nova economia digital.
O estudo Innovation Telescope – Zoom Brasil 2025 apresenta uma análise abrangente das principais tendências tecnológicas que estão moldando o futuro da transformação digital no país. Realizado no Brasil, o levantamento combina pesquisa primária e secundária, reunindo dados de relatórios de consultorias internacionais, indicadores oficiais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Secretaria de Governo Digital e da Brasscom.